Teve, por Unidade mobilizadora, o Regimento de Artilharia Ligeira 1, de Lisboa. Constituído por três Companhias operacionais e uma de comando e serviços - C.ART 738, C.ART 739, C.ART 740 e CCS - desembarcou em Luanda no dia 18 de Janeiro de 1965. Regressou à Metrópole em 1967, aportando ao cais da Rocha do Conde de Óbidos a 9 de Março

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

BOM ANO


2016
Votos de que o ano de 2016 seja, de facto, melhor do que foi o de 2015

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

BOAS FESTAS

SANTO NATAL
Aqui deixo ficar, aos meus visitantes, os meus melhores votos de um Santo Natal especialmente a todos quantos serviram no Batalhão de Artilharia 741 

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

BORDALO PINHEIRO, um VISIONÁRIO

(Um artigo que "roubei" ao Jornal da Madeira, da autoria do nosso Coronel Morna, que foi Comandante da CArt 739, no Tôto, em 1965, faz, agora, precisamente, 50 anos!)

Enquanto a rádio e a Tv anunciavam os “meandros” duma rejeição pré-concertada a um programa dum governo recentemente eleito, caminhava eu aos zig-zagues, entre cadeiras, mesas e peões, numa das ruas do Funchal. Atento às cabeçadas nos rebordos dos guardassóis da esplanada, descortinei numa montra o “busto” no qual Bordalo Pinheiro imortalizou o “Zé Povinho”. Um dístico dizia “Se queres fiado, toma”. Entre o diz tu que direi eu, “eleitos” discutiam um jogo de “trapalhança” havido no terreno para disputa dum “troféu”, com árbitros sem apito, apoiado por claques nervosas e ruidosas. À noite, no écran da minha Tv, constatei que após discussão e muita retórica, o derrotado no campo seria o ganhador de "bancada" e o vencedor o derrotado. Uma normalidade de quem alguém já dizia “não se governa nem se deixa governar”.

No meio destas safadezas, não sei se a dormir ou a sonhar acordado, no écran da minha octogenária memória reaparecia o busto do nosso Bordalo Pinheiro. Falecido em Lisboa em 1905, aos 58 anos, artista plástico, humanista, crítico e professor e eu acrescentaria, um visionário, um sábio profundo conhecedor das nossas gentes e da complexidade das suas paixões e ambições. A 100 anos de distância, a mais de um século, Bordalo Pinheiro antevia o nosso “modus vivendi”. Matámos um rei e o herdeiro ao trono e implantamos a república. Matou-se um presidente da república e surge o 28 de Maio. Durante 48 anos, "Deus, Pátria e Família", braço e mão direita estendidos. A malta obedecia. Jovens e adultos entoando – "Lá vamos, cantando e rindo, levados, levados sim…" Bota cá, bota lá, mais “honra, serviço, dever, sacrifício”, fartos do "orgulhosamente sós", um grupo de soldados pegou em armas, algumas sem munições. Juntos numa abrilada saíram à rua e, tal qual as ruínas do "Carmo", a governança ruiu. Fora, a ferro e pulso, suportada por um tio-avô que, quebrada a sua cadeira no reino de S. Bento, se transferira para outra do reino de S. Pedro. A turba ao rubro, “saiu à rua” cantando Vila Morena. Nos canos das espingardas da tropa o povo trocaria o “tapa-chamas” por cravos, por acaso rubros. Beijinhos e abraços, um regabofe, nem mais um soldado…; o povo é quem mais ordena. Trabalho pouco, "morte aos patrões" e a quem os acompanhar. Fiados numa "pesada herança" trataram de a aliviar. Cabelos e barbas crescendo na cabecinha do Povo – MFA e os arautos controlando, braço direito ao alto, mão fechada. A malta ululante obedecia. "Povo unido jamais será vencido"; dinamização cultural, reforma agrária, ocupações, nacionalizações, saneamentos. Força, "companheiro Vasco", os SUV tropa fandanga. Os civis, Assembleia cercada, constituição aprovada.

"Há sempre alguém que resiste" e, então, vá de encaminhar a malta para uma fonte que é luminosa, rumo ao socialismo. A república é do Povo não é de Moscovo; a social reacção não passará; o “tipo é fixe”. Os altifalantes gritavam: companheiros, braço esquerdo e mão fechada, ao alto. E a malta obedecia. Um Fax levanta suspeitas, mas a "luta continua" e as armas estavam "em boas mãos".

Um galo de Barcelos do alto do seu poleiro canta, "Paz, pão, povo e liberdade" nos caminhos da verdade. Os descontentes, braço direito estendido e os dedos em V de vitória desafiavam os "ventos de leste". E a malta obedecia. O galinho morto, a turba tremeu. Emerge um militar de Abril, impoluto e austero. Funda um partido, o qual se partiu. O “tio fixe” voltou, com ares e prosa ganhou a cadeira do poder, a Fundação reforça-o.

O povo “encavacado” corteja uma “madrinha rica”. Tempos de barriga farta, abastança. O euro, inaugurações. Todo o mundo bota palavra e opina. Bem falantes, papagaios, pavões e oportunistas na “maior”. A produtividade, as despesas, quem vier que as pague. Chovem as dívidas. Batem à porta da “madrinha”. Uma rica oferenda, um puxão de orelhas e um garrote com o patrocínio do FMI e Troika. “Tro(i)karam-nos” as voltas, apertos, austeridade. A malta "gemendo e chorando", confusa, ergue os braços, dobrando-os pelos cotovelos, à moda de Bordalo Pinheiro – O busto, que já há 100 anos o profetizara. O Homem foi um génio.

Avança a “banda”. Nesta “trapalhança”, quem irá tocá-la? O “povo é sereno”.

Atordoado, despertei. Um turbilhão de ideias. Não sei se dormi, se sonhei acordado. No écran da Tv, a Bandeira Nacional flutuava altiva. Num pódio, um jovem português firme cantava a plenos pulmões a Portuguesa.

Afinal, a chama da Pátria mantém-se acesa e viva. Dei comigo a chorar!

P.S. – E Deus nos acuda se, um dia, de braço estendido e mão em concha, tivermos de abordar, suplicando, um estranho que passa!

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

1º de Dezembro de 1640 - RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA

PORTUGAL, SEMPRE !
VIVA PORTUGAL !

sábado, 31 de outubro de 2015

Eu Digo NÃO ao HALLOWEEN!

Só festejarei o Halloween quando o Mundo festejar os SANTOS POPULARES!

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Eu Digo NÃO ao HALLOWEEN!

O Halloween NÃO é tradição Portuguesa!

domingo, 18 de outubro de 2015

Soldado Artur Dias dos Santos! PRESENTE!


Artur Dias dos Santos, o "Palhaço"
49º. Aniversário da sua morte em combate, no Leste de Angola

Em verdade, só morremos verdadeiramente quando já ninguém nos recorda!

"In Memoriam"
Uma velha canção militar alemã "Ich hatt einen Kameraden" (Eu tinha um camarada)

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

MAIS DO QUE OS VALORES DA REPÚBLICA, CONTA A NOSSA IDENTIDADE!

Nos liberi sumus, Rex noster liber est, manus nostrae nos liberverunt

Tratado de Zamora

O Tratado de Zamora foi um diploma resultante da conferência de paz entre D. Afonso Henriques e seu primo, Afonso VII de Leão e Castela. Celebrado a 5 de Outubro de 1143, esta é considerada como a data da independência de Portugal e o início da dinastia afonsina. Este dia é feriado nacional suspenso em Portugal.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

DIA DE PORTUGAL

VIVA PORTUGAL!

sexta-feira, 20 de março de 2015

CONFRATERNIZAÇÃO DE 2015 - Parte Segunda

Confraternização de 2015
Este é, e com toda a justiça, um postal do Caríssimo camarada do Batalhão Cel. Nuno Anselmo!
São dele as fotografias publicadas e são, também dele, as palavras que transcreverei já de seguida, retiradas do "mail" que me remeteu.
O Cel Nuno Anselmo é um entusiasta destes encontros de "velhos camaradas". Vem geralmente, acompanhado de seu neto, também ele, actualmente, a prestar serviço militar. E, este ano, teve a alegria de reencontrar dois antigos amigos, que, pela primeira vez em 48 anos, quiseram estar presentes.   
CArt 738
CArt 739
B ART 741

Quero agradecer e alegrar-me com a vossa presença e dos vossos familiares!

50 Anos da Partida; 48 do Regresso; 29º. Convívio!

É OBRA!

Quero agradecer e reconhecer o profícuo e generoso trabalho e dedicação do Alferes Silva Pereira, da CArt 739 e seus muchachos que ao longo destes anos nos têm proporcionado estes momentos tão agradáveis e reconfortantes. Eu próprio quando saio daqui, vou mais jovem de espírito e por vezes julgo ser ainda Alferes...
Quero lembrar que nós com muito sacrifício e alguns com muito sofrimento - físico, humano, familiar e objecções de consciência - CUMPRIMOS BEM E O MELHOR POSSÍVEL A NOSSA MISSÃO.

PENSÁVAMOS QUE O QUE FAZÍAMOS ERA O MELHOR PARA TODOS E DE PORTUGAL 

Quero lembrar ainda que alguns de nós, ainda sofrem e sem qualquer reconhecimento, o que por lá em Angola passámos.
Quero deixar uma palavra de ESPERANÇA de que melhores dias virão para Portugal e para os Portugueses, embora reconheça que alguns, MAUS PORTUGUESES, estão a tratar mais de si próprios do que dos portugueses.

PARA BOM ENTENDEDOR... MEIA PALAVRA BASTA 

Quero fazer votos sinceros de que de hoje a um ano nos reencontremos e que alguns, se não estiverem melhores das suas maleitas (a idade não perdoa...) pelo menos não estejam piores.
Um forte abraço a todos e os meus agradecimentos aos familiares que nos acompanharam nesta jornada, nos quais incluo o meu neto Miguel, que me tem acompanhado nos últimos três anos.
(Alocução que não teve oportunidade de proferir) 
CArt 740
CCS
Não querendo ser repetitivo e apenas, mais uma vez, pretendendo felicitar, a ti e aos teus colaboradores e venho referir que o 29º convívio me fez voltar aos tempos de "jovem" Alferes, Tenente ou Capitão.
O meu neto igualmente continua fã destes encontros chegando ao ponto de me perguntar por alguns elementos do meu PEL REC que estiveram no ano passado e com quem ele manteve uma grande conversa e este ano não vieram.

Este ano, para mim, foi ainda melhor pois revi, pela primeira vez, o Tenente Médico Arménio B. Frias (fizemos uma grande festa e ele disse-me que tinha ido um pouco por minha culpa...e ainda bem), o  Alferes Guilherme Silvério Barreira, que me veio falar assim que me viu (eu não o reconhecia) e também tentamos pôr a escrita em dia e finalmente o António Maria Cavaleiro Simões Pessoa, que era condutor da CArt 740 e que era o meu condutor quando nas vésperas de sermos rendidos para o nosso regresso ao "PUTO" eu perdi uma pistola Walther que me caiu do coldre em NOVO REDONDO no regresso de uma ida ao Lobito, à sede do Batalhão.
Estava eu na Quibala Sul, sede da CART 740 a tentar arranjar uma maneira de resolver o assunto...quando me vieram entregar a arma. Naquela altura foi cá um susto que nem queiras saber. Esta história, como deves calcular, nunca mais a esqueci.
Apenas não me lembrava que era o Simões Pessoa (na Companhia ele era o "POLÍCIA") o condutor e ele veio recordar-me.  

Nuno Anselmo
Um aspecto da assistência
Outro aspecto da assistência
O Bolo Comemorativo
O Cel Rubi Marques proferindo o seu patriótico discurso
O Cel Rubi Marques e o autor do blogue e organizador da confraternização

E... o nosso contributo!
Velhos Camaradas (marcha militar)

segunda-feira, 16 de março de 2015

Soldado Manuel de Sousa Pinto! PRESENTE!


Faz hoje 50 anos que faleceu, algures no Norte de Angola, o Soldado Atirador de Infantaria 

Manuel Sousa Pinto

 que fazia parte do 4º. Grupo de Combate da CArt 739.
"Em verdade, só morremos verdadeiramente quando já ninguém nos recorda"

"In Memoriam"
Uma velha canção militar alemã "Ich hatt' einen Kameraden" (Eu tinha um camarada...)

terça-feira, 10 de março de 2015

CONFRATERNIZAÇÃO DE 2015 - Parte Primeira

Cart 738
CArt 739
Cart 740
CCS
(Fotos gentilmente remetidas pelo Camarada Carlos Cristóvão, da CCaç 715 que, anualmente, comemora connosco)

Confraternização de 2015

Há três dias, a 7 de Março, levamos a cabo mais um almoço-convívio dos militares que pertenceram ao Batalhão de Artilharia 741. Comemorámos o 48º. Aniversário do nosso regresso - a 9 de Março de 1967 - bem como o 50º. da nossa partida - 18 de Janeiro de 1965.

Desta vez, o evento aconteceu em Martingança, Em tempos de crise há que ponderar variados aspectos na decisão e esta foi a melhor solução encontrada, apesar de, localmente, haver, por parte de alguns camaradas, alguma contestação. Argumentavam que teria sido preferível realizar o evento em Fátima. Sucedeu, porém, que o nosso local habitual nesta localidade tinha o dia ocupado. Outros contactos se fizeram, sem êxito, devido a razões várias. A solução foi, de facto, Martingança.

Apesar de algumas (poucas) queixas a que já aludimos, o evento correu, até, aceitavelmente bem! O dia esteve bonito, quase quente, pois o Sol primaveril honrou-nos com a sua presença. Para além das entradas e do almoço, houve bar aberto, bolo de aniversário e espumante, música ao vivo para dançar e lanche para confortar os estômagos para a viagem do regresso!

Mudando de assunto, não podemos deixar de lamentar a ausência de alguns Camaradas, na generalidade por razões de doença própria ou de familiar. São amizades de 50 anos! E, subitamente, sabemos que este vai ser operado, que aquele o foi no mês passado, e, àqueloutro, lhe faleceu a Mulher! Há cartas-convite que nos chegam, devolvidas, levando-nos a suspeitar de eventuais falecimentos! É a idade a vencer a batalha da vida!

Durante momentos, lembrámos aqueles, cuja doença lhes não permite a deslocação. O Martins, companheiro da Organização, o Armando Sobreiro, o Arnaldo Carneiro e outros mais. E lembrámos, também, aqueles que faleceram, não só em terras angolanas - "O Palhaço", o Pinto e o Moreira, cuja memória cuidamos em manter viva neste blogue - mas, igualmente, aqueles de cujo falecimento fomos tomando conhecimento ao longo dos anos. Ver Página "In Memoriam".   
Discursou, como habitualmente, o Coronel Rubi Marques que nunca se dispensa de comparecer. Confortam-nos as suas patrióticas palavras, fazendo-nos sentir que, apesar de tudo, o dever que soubemos cumprir, valeu a pena, pela honra e em memória das muitas gerações que nos precederam!

A pouco e pouco, os Camaradas foram fazendo as suas despedidas mútuas, e a sala foi-se esvaziando! No fim, ainda tivemos a oportunidade de admirar um "show" de dança protagonizado pelo Almeida e pelo "1020". De facto, quem sabe, nunca esquece!

Dentro de dias, publicaremos mais fotos e mais palavras! Para matar a saudade!

J Silva Pereira 

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

ALMOÇO- CONVÍVIO DE 2015

BART 741



ALMOÇO-CONVÍVIO 2015

MARTINGANÇA


No próximo dia 7 de Março (Sábado), pelas 12h30 horas, realizar-se-á, como vem sendo habitual todos os anos, mais um almoço-convívio, desta vez o 29º., em comemoração do 48º. aniversário do regresso do BATALHÃO 741.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Soldado João Grilo Moreira! PRESENTE!


Faz hoje 50 anos que faleceu em combate, algures no Norte de Angola, o Soldado Atirador de Infantaria 

João Grilo Moreira

 que fazia parte do 1º. Grupo de Combate da CArt 739.
"Em verdade, só morremos verdadeiramente quando já ninguém nos recorda"

"In Memoriam"
Uma velha canção militar alemã "Ich hatt' einen Kameraden" (Eu tinha um camarada...)