Teve, por Unidade mobilizadora, o Regimento de Artilharia Ligeira 1, de Lisboa. Constituído por três Companhias operacionais e uma de comando e serviços - C.ART 738, C.ART 739, C.ART 740 e CCS - desembarcou em Luanda no dia 18 de Janeiro de 1965. Regressou à Metrópole em 1967, aportando ao cais da Rocha do Conde de Óbidos a 9 de Março.

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sábado, 22 de março de 2014

CONFRATERNIZAÇÃO de 2014 - Álbum de Fotografias - Parte Primeira

Apesar do mês que corre, São Pedro resolveu, este ano, presentear-nos com um dia de quase Verão! Por interferência - quem sabe? - do seu companheiro em santidade, São Nuno de Santa Maria, padroeiro da Arma de Infantaria à qual a maioria dos camaradas havia pertencido. Aqui, na foto acima, a Organização (o Almeida e o autor do blogue), minimalista, este ano, por doença do nosso Pinto, dedicado colaborador e, até agora, sempre presente,  monta o seu "escritório", enquanto aguarda a chegada do Carlos Fonseca, da CArt 738, que ofereceu a sua ajuda.
Uma conversa com a Responsável pelo restaurante, para "acerto de agulhas"
Alguns camaradas aguardam já, para confirmarem as suas inscrições
 O Pinheiro, organizador de um dos autocarros, confirmando as suas inscrições
 
Aqui, o Sabido! Também ele um indefectível dos encontros. Pertenceu ao Pelotão sob o comando do autor do Blogue, o 4º.da CArt 739,

Mais fotografias, muito brevemente!
VETERANO

sábado, 22 de agosto de 2009

In Memoriam --- 03 - Segundo Sargento Fernando Canhão Santa

«Clique nas fotos, para ampliar»

Algures no Norte de Angola - 1965
4º. G.C. da C.Art 739 - Secção Santa
1º.Cabo Manuel Pereira,o"Bigodes", Leite, "Maçarico", Al Mil Inf Silva Pereira, Almeida, Teixeira,o "Arouca" e 2º.Sarg Art Fernando Santa


O Santa foi um dos Sargentos que foi encaminhado para o meu 4º. Pelotão, também chamado Pelotão de Acompanhamento, na altura da mobilização do B.Art 741. Militar de profissão, um pouco mais velho do que nós, já com família constituída, via-se, agora, na contingência de se adaptar a uma nova formação militar, por força das características da Guerra do Ultramar.
Os pelotões de acompanhamento das companhias tinham por missão, entre outras, a instrução de armamento pesado (metralhadora pesada, morteiro de 60 e de 80 e lança-granadas foguete, vulgarmente conhecido por “bazooka”) sem prejuízo, evidentemente, do normal treino de infantaria.
O Santa era, como disse, militar de carreira, na altura Segundo Sargento e pertencia à Arma de Artilharia. Aproveitando os seus conhecimentos, atribuí-lhe o comando da Secção de Morteiros, comando esse que ele desempenhou de modo empenhado e altamente eficaz.
Já em Angola, continuou a fazer parte do, agora, designado 4º. Grupo de Combate e, apesar das dificuldades que deveria ter – como disse atrás era uns anos mais velho e, também, um pouco mais gordo – nunca se furtou ao cumprimento do seu dever e foi sempre exemplo a ser seguido. Os seus soldados estimavam-no particularmente e ele retribuía a estima de uma maneira quase paternal.
Dos vários episódios de que me lembro recordarei este, paradigmático da consideração que os soldados lhe votavam. Normalmente, quando um G.C. patrulhava determinada área (na época utilizava-se o termo “nomadizar”) a operação durava, normalmente, vários dias. Quando, à noite, nos preparávamos para dormir, aproveitando o cimo de um pequeno monte com bom campo de tiro, as três Secções e o Comando colocavam-se nos vértices de um dispositivo em quadrado. Os vértices ficavam relativamente afastados uns dos outros, tornando-se necessárias quatro sentinelas, uma por Secção. Todos faziam a sua hora, tirada à sorte. E quando digo todos, eu próprio e também os Sargentos, estávamos incluídos. A determinada altura, apercebi-me de que os soldados do Santa o não acordavam para o seu turno, mas, obviamente, fiz vista grossa. Era já qualquer coisa mais do que a (in)disciplina militar. Falava ali mais alto, a consideração e a estima que todos aqueles homens tinham por ele.
Quando regressámos, o Santa permaneceu ainda um mês em Angola, para o espólio do Batalhão. Apenas o vi uma única vez mais, mas a história desse encontro merece ser contada. Aconteceu no RAP 2 (Regimento de Artilharia Pesada 2) na Serra do Pilar, em Vila Nova de Gaia. O Martins, amigo comum e antigo Furriel da Companhia, contactou-me, um dia, informando-me de que o Santa se encontrava mobilizado por aquele Regimento. Como trabalhava na “baixa” do Porto, chegadas as seis horas da tarde, atravessei a Ponte de D. Luis e dirigi-me ao Quartel. À Porta de Armas disse ao que vinha e uma praça acompanhou-me até às instalações da Companhia, cujos soldados, naquele momento, se encontravam em formatura. À sua frente arengava o Santa, já Primeiro-Sargento. Alertado para a minha presença, interrompeu imediatamente o discurso, quase correu ao meu encontro e abraçou-me emocionadíssimo, repetindo, perante o pasmo daquela centena de homens: Oh meu rico alferes! Oh meu rico alferes! Entregou o comando a um subalterno, e conduziu-me à messe onde cavaqueámos até às tantas.
O Santa faleceu em 2001. Soube-o, apenas, aquando da preparação da confraternização de 2003 por um telefonema da emocionada viúva, solicitando o fim do envio da habitual carta-convite.

Mussende - 1966
Os Sargentos do 4º. G.C. da C.Art 739 e uma visita

Fur Mil Inf João Mouga, Fur Mil Inf Carlos Ventura, Fur Mil Inf Trindade (do 3º. G.C.) e o 2º. Sarg Art Fernando Santa