Teve, por Unidade mobilizadora, o Regimento de Artilharia Ligeira 1, de Lisboa. Constituído por três Companhias operacionais e uma de comando e serviços - C.ART 738, C.ART 739, C.ART 740 e CCS - desembarcou em Luanda no dia 18 de Janeiro de 1965. Regressou à Metrópole em 1967, aportando ao cais da Rocha do Conde de Óbidos a 9 de Março.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Soldado João Grilo Moreira! PRESENTE!

Faz hoje 49 anos que faleceu em combate, algures no Norte de Angola, o Soldado Atirador de Infantaria 

João Grilo Moreira

 que fazia parte do 1º. Grupo de Combate da CArt 739.
"Em verdade, só morremos verdadeiramente quando já ninguém nos recorda"

"In Memoriam"
Uma velha canção militar alemã "Ich hatt' einen Kameraden" (Eu tinha um camarada...)

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Bom Ano


2014
Votos de que o ano de 2014 seja, de facto, melhor do que foi o de 2013

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

BOAS FESTAS

SANTO NATAL
Aqui deixo ficar, aos meus visitantes, os meus melhores votos de um Santo Natal especialmente a todos quantos serviram no Batalhão de Artilharia 741 

domingo, 1 de dezembro de 2013

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Soldado Artur Dias dos Santos! Presente!

 Artur Dias dos Santos, o "Palhaço"
47º. Aniversário da sua morte em combate, no Leste de Angola

Em verdade, só morremos verdadeiramente quando já ninguém nos recorda!

Ainda no Tôto: O "Palhaço" como guarda-redes da equipa de futebol do 4º.G.C.

"In Memoriam"
Uma velha canção militar alemã "Ich hatt einen Kameraden" (Eu tinha um camarada)

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

General Silvino Silvério Marques

Faleceu no pretérito dia 1 de Outubro, aos 95 anos de uma vida cheia e com lustre
Blogue: O Adamastorcom a devida vénia
(Composição fotográfica retirada do Jornal "O Diabo")

sábado, 5 de outubro de 2013

5 DE OUTUBRO DE 1143

Tratado de Zamora

O Tratado de Zamora foi um diploma resultante da conferência de paz entre D. Afonso Henriques e seu primo, Afonso VII de Leão e Castela. Celebrado a 5 de Outubro de 1143, esta é considerada como a data da independência de Portugal e o início da dinastia afonsina. Este dia é feriado nacional suspenso em Portugal.

Em Zamora, revogou-se o anterior Tratado de Tui datado de 1137. 

Vitorioso na batalha de Ourique, em 1139, D. Afonso Henriques beneficiou da acção desenvolvida, em favor da constituição do novo Reino de Portugal, pelo arcebispo de Braga, Dom João Peculiar. Este procurara conciliar os dois primeiros e fez com que eles se encontrassem em Zamora nos dias 4 e 5 de Outubro de 1143 na presença do cardeal Guido de Vico.

Pelos termos do tratado, Afonso VII concordou em que o Condado Portucalense passasse a ser Reino, tendo D. Afonso Henriques como seu "rex" (rei). Embora reconhecesse a independência, D. Afonso Henriques continuava a ser vassalo, pois D. Afonso VII para além de ser rei de Leão e Castela se considerava imperador de toda a Hispânia. Contudo nunca D. Afonso Henriques prestou vassalagem a ele, sendo caso único de entre todos os reis existentes na península Ibérica.

A soberania portuguesa, reconhecida por Afonso VII em Zamora, veio a ser confirmada pelo Papa Alexandre III só em 1179, mas o título de "rex", que D. Afonso Henriques usava desde 1140, foi confirmado em Zamora, comprometendo-se então o monarca português, ante o cardeal, a considerar-se vassalo da Santa Sé, obrigando-se, por si e pelos seus descendentes, ao pagamento de um censo anual.

A partir de 1143 D. Afonso Henriques vai enviar ao Papa remissórias declarando-se seu vassalo lígio e comprometendo-se a enviar anualmente uma determinada quantia de ouro.

As negociações vão durar vários anos, de 1143 a 1179.

Em 1179 o Papa Alexandre III envia a D. Afonso Henriques a "Bula Manifestis probatum"; neste documento o Papa aceita que D. Afonso Henriques lhe preste vassalagem directa, reconhece-se definitivamente a independência do Reino de Portugal sem vassalagem em relação a D. Afonso VII de Leão e Castela (pois nenhum vassalo podia ter dois senhores directos) e D. Afonso Henriques como primeiro rei de Portugal, ou seja, Afonso I de Portugal.
Fonte: Wikipedia

segunda-feira, 10 de junho de 2013

DIA DE PORTUGAL


Viva Portugal !

sexta-feira, 3 de maio de 2013

In Memoriam - António Ramalho Pedro Serrador

Faleceu, no passado dia 13 de Abril, o Serrador, que foi Furriel Miliciano Mecânico da CArt 739. A triste notícia foi-me comunicada pelo AlfMilSap António Relvas, ambos residentes no Distrito de Coimbra.

Somente conheci o Serrador quando cheguei ao Tôto. Como especialista que era, chegara ao Batalhão apenas aquando da I.A.O., juntamente com as praças que compunham a sua equipa (condutores, mecânicos, desempanadores, etc.). E, como já tenho referido, a I.A.O. decorreu no período em que estive internado no Hospital Militar do Porto.

Foi o Furriel especialista com quem melhor me relacionei. Não necessariamente por razões  que tivessem a ver com as respectivas actividades, mas pelo facto trivial de lhe ter sido distribuído um quarto, junto à Porta de Armas, onde, além dele e salvo erro, dormiam também mais dois Furriéis, um dos quais, o Ventura, que era do meu Grupo de Combate. O Ventura, de quem, aliás, o Serrador se tornou muito amigo. passou alguns meses em extrema depressão. Durante esse tempo, o Serrador suportou, com paciência única o constante mau-humor do Ventura, os seus achaques de desespero e de desesperança. Foi um grande e belo exemplo de amizade e de camaradagem!

Recordo que, quando nos deslocámos para o Centro, foi com o meu Pelotão ao Mussende receber o material auto, e isto depois de uma estafante viagem que culminou, ainda nesse dia - ou, melhor, noite e já adiantada... - com o regresso ao Calulo.

Desmobilizados, passaram-se muitos anos até voltar a vê-lo. Nas minhas andanças a estabelecer contactos para a organização das confraternizações, fui descobri-lo  num  pequena terra, ali, entre Coimbra e a Figueira da Foz. Consegui arrastá-lo para a confraternização do ano seguinte, com a promessa de fazê-lo encontrar-se com o seu velho amigo Ventura, que ele nunca mais vira desde que desembarcara. E assim aconteceu, num comovente encontro de velhos camaradas.

Após algumas presenças anuais, deixou de comparecer, apesar da omnipresente carta-convite que nunca deixei de enviar.

Deus lhe dê o Eterno Descanso!
VETERANO

sábado, 27 de abril de 2013

CCS - Pelotão de Reconhecimento de Infantaria

Uns poucos dias antes da última confraternização do BArt 741 recebi um mail do Cel. Nuno Anselmo, remetendo-me a digitalização de um documento extraordinariamente interessante: uma ordem de operações dada por aquele Camarada - na altura, um jovem Alferes de Artilharia - ao pessoal que constituía o seu Pelotão de Reconhecimento de Infantaria.

Como, por aqueles dias, andava muito ocupado com a organização da confraternização, prometi publicar o documento na primeira oportunidade que viesse, posteriormente, a ter.

Chegou hoje esse dia.

Deixemos, agora, a palavra ao Cel Nuno Anselmo:
Este documento diz respeito, talvez a uma das primeiras operações que o PELREC fez dos primeiros dias - 2MAR65 - ( curiosamente faz amanhã 48 anos ) e para a qual recebeu uma missão concreta - Montar uma emboscada na noite de 2/3 MAR65 e fazer reconhecimento apeado na margem sul do rio Loge.
Algumas vezes recebi a missão de ir a um determinado local fazer um reconhecimento apeado e o mesmo local era indicado colocando a mão aberta em cima de uma carta na brilhante escala de 1 / 250.000 !!! Também diga-se de passagem, as informações que tínhamos não permitiam outra indicação mais concreta.Alguém tinha visto num reconhecimento aéreo umas cubatas e lavras para aqueles lados...
Enfim como diria alguém : “ Malhas que o Império tece “.
Uma leitura um bocado cuidada do documento ( escrito por mim à mão dado que naquela altura, naquele local e com aquelas condições outra coisa não era possível ), pode dar uma indicação como eram dadas as instruções antes da saída ao pessoal do PelRec. Como já tive ocasião de afirmar em documento anterior que escrevi sobre o nosso saudoso CMDT T.Cor Cabrita Gil, o pouco que aprendi sobre como Comandar pessoal em operações militares, foi em Lamego no curso de Operações Especiais.
Este documento expressa o que me foi ensinado e como transmiti-lo ao pessoal.

Surpreendeu-me o facto do Nuno Anselmo se ter dado ao trabalho de escrever, de modo tão completo e exaustivo, aquela ordem de operações, que, a seguir, reproduzo:
  


Era, de facto assim, que nos ensinavam na Escola Prática de Infantaria. Infelizmente, e no que a mim respeita, os documentos dessa época que, por uma razão ou por outra, decidi conservar quando passei à vida civil, desapareceram-me há já muitos anos, penso eu que roubados de uma casa de campo, onde os tinha guardado. O que o ladrão lucrou com isso, não faço a menor ideia, mas eu perdi um manancial de memórias impossível de reconstituir.  

J. Silva Pereira