Teve, por Unidade mobilizadora, o Regimento de Artilharia Ligeira 1, de Lisboa. Constituído por três Companhias operacionais e uma de comando e serviços - C.ART 738, C.ART 739, C.ART 740 e CCS - desembarcou em Luanda no dia 18 de Janeiro de 1965. Regressou à Metrópole em 1967, aportando ao cais da Rocha do Conde de Óbidos a 9 de Março

sexta-feira, 10 de junho de 2016

DIA DE PORTUGAL

VIVA PORTUGAL!

domingo, 20 de março de 2016

CONFRATERNIZAÇÃO DE 2016 - Parte Terceira

Almoço-Convívio do BART 741

Discursos e Partilha do Bolo Comemorativo









Ver mais fotos Aqui, Aqui e Aqui
Fotos cedidas pelo estimado Camarada Carlos Fonseca

sexta-feira, 18 de março de 2016

CONFRATERNIZAÇÃO DE 2016 - Parte Segunda

Almoço-Convívio do BART 741

 Um Camarada de cada uma das Companhias do Batalhão:
Cel Nuno Anselmo (740), o autor do blogue (739), Carlos Fonseca (738) e Maciel (CCS)
Mário Abreu (738), o autor do blogue, Carlos Fonseca (738) e Maciel (CCS)

quarta-feira, 16 de março de 2016

Soldado Manuel Sousa Pinto! PRESENTE!


Faz hoje 51 anos que faleceu, algures no Norte de Angola, o Soldado Atirador de Infantaria 

Manuel Sousa Pinto

 que fazia parte do 4º. Grupo de Combate da CArt 739.
"Em verdade, só morremos verdadeiramente quando já ninguém nos recorda"

"In Memoriam"
Uma velha canção militar alemã "Ich hatt' einen Kameraden" (Eu tinha um camarada...)

domingo, 13 de março de 2016

CONFRATERNIZAÇÃO DE 2016 - Parte Primeira

CONFRATERNIZAÇÃO DE 2016
Muna - Lordosa - VISEU


Realizou-se, ontem, mais uma confraternização do Batalhão de Artilharia 741. Foi a trigésima de uma série ininterrupta iniciada em Santarém no ano de 1986 e que, desde 1994 vem sendo organizada pela equipa do autor do blogue.

Em Lisboa, logo em 1968, exactamente um ano após a nossa chegada, um pequeno grupo de Camaradas ligados à CART 739 realizava um jantar comemorativo. Poucos anos mais tarde, no Porto, organizaram-se alguns (dois ou três) jantares anuais, esses de participação mais abrangente. 

Um dia, alguém nos comunicou a realização de almoços-convívios em Santarém, organizados pelo Vardasca. A lista de nomes, em nosso poder, foi remetida e passámos a participar dos mesmos. Para além dos do Vardasca outros houve e foram, se a memória nos não falha, do Bragança Mendes e do Armando Sobreiro.

Tocou-nos a vez, quando, por contacto do Coronel Fernando Mira, nos foi sugerida a organização a qual, por sua sugestão, realizámos na Barragem da Aguieira. E, desde aí e até ao presente ano, a nossa equipa manteve-se à frente do evento.

terça-feira, 1 de março de 2016

CONFRATERNIZAÇÃO DE 2016

BART 741

ALMOÇO-CONVÍVIO

Caro amigo:
           No próximo dia 12 de Março (Sábado), pelas  13h30 horas, realizar-se-á, como vem sendo habitual todos os anos, mais um almoço-convívio, desta vez o 30º., em comemoração do 49º. aniversário do regresso do BATALHÃO 741.

RESTAURANTE "SOL DA MUNA"
Muna – Lordosa – 3515-856 VISEU – Telef 232911814 – GPS 40.696973, - 7.939011


terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Soldado João Grilo Moreira! PRESENTE!

Faz hoje 51 anos que faleceu em combate, algures no Norte de Angola, o Soldado Atirador de Infantaria 

João Grilo Moreira

 que fazia parte do 1º. Grupo de Combate da CArt 739.
"Em verdade, só morremos verdadeiramente quando já ninguém nos recorda"

"In Memoriam"
Uma velha canção militar alemã "Ich hatt' einen Kameraden" (Eu tinha um camarada...)

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

BOM ANO


2016
Votos de que o ano de 2016 seja, de facto, melhor do que foi o de 2015

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

BOAS FESTAS

SANTO NATAL
Aqui deixo ficar, aos meus visitantes, os meus melhores votos de um Santo Natal especialmente a todos quantos serviram no Batalhão de Artilharia 741 

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

BORDALO PINHEIRO, um VISIONÁRIO

(Um artigo que "roubei" ao Jornal da Madeira, da autoria do nosso Coronel Morna, que foi Comandante da CArt 739, no Tôto, em 1965, faz, agora, precisamente, 50 anos!)

Enquanto a rádio e a Tv anunciavam os “meandros” duma rejeição pré-concertada a um programa dum governo recentemente eleito, caminhava eu aos zig-zagues, entre cadeiras, mesas e peões, numa das ruas do Funchal. Atento às cabeçadas nos rebordos dos guardassóis da esplanada, descortinei numa montra o “busto” no qual Bordalo Pinheiro imortalizou o “Zé Povinho”. Um dístico dizia “Se queres fiado, toma”. Entre o diz tu que direi eu, “eleitos” discutiam um jogo de “trapalhança” havido no terreno para disputa dum “troféu”, com árbitros sem apito, apoiado por claques nervosas e ruidosas. À noite, no écran da minha Tv, constatei que após discussão e muita retórica, o derrotado no campo seria o ganhador de "bancada" e o vencedor o derrotado. Uma normalidade de quem alguém já dizia “não se governa nem se deixa governar”.

No meio destas safadezas, não sei se a dormir ou a sonhar acordado, no écran da minha octogenária memória reaparecia o busto do nosso Bordalo Pinheiro. Falecido em Lisboa em 1905, aos 58 anos, artista plástico, humanista, crítico e professor e eu acrescentaria, um visionário, um sábio profundo conhecedor das nossas gentes e da complexidade das suas paixões e ambições. A 100 anos de distância, a mais de um século, Bordalo Pinheiro antevia o nosso “modus vivendi”. Matámos um rei e o herdeiro ao trono e implantamos a república. Matou-se um presidente da república e surge o 28 de Maio. Durante 48 anos, "Deus, Pátria e Família", braço e mão direita estendidos. A malta obedecia. Jovens e adultos entoando – "Lá vamos, cantando e rindo, levados, levados sim…" Bota cá, bota lá, mais “honra, serviço, dever, sacrifício”, fartos do "orgulhosamente sós", um grupo de soldados pegou em armas, algumas sem munições. Juntos numa abrilada saíram à rua e, tal qual as ruínas do "Carmo", a governança ruiu. Fora, a ferro e pulso, suportada por um tio-avô que, quebrada a sua cadeira no reino de S. Bento, se transferira para outra do reino de S. Pedro. A turba ao rubro, “saiu à rua” cantando Vila Morena. Nos canos das espingardas da tropa o povo trocaria o “tapa-chamas” por cravos, por acaso rubros. Beijinhos e abraços, um regabofe, nem mais um soldado…; o povo é quem mais ordena. Trabalho pouco, "morte aos patrões" e a quem os acompanhar. Fiados numa "pesada herança" trataram de a aliviar. Cabelos e barbas crescendo na cabecinha do Povo – MFA e os arautos controlando, braço direito ao alto, mão fechada. A malta ululante obedecia. "Povo unido jamais será vencido"; dinamização cultural, reforma agrária, ocupações, nacionalizações, saneamentos. Força, "companheiro Vasco", os SUV tropa fandanga. Os civis, Assembleia cercada, constituição aprovada.

"Há sempre alguém que resiste" e, então, vá de encaminhar a malta para uma fonte que é luminosa, rumo ao socialismo. A república é do Povo não é de Moscovo; a social reacção não passará; o “tipo é fixe”. Os altifalantes gritavam: companheiros, braço esquerdo e mão fechada, ao alto. E a malta obedecia. Um Fax levanta suspeitas, mas a "luta continua" e as armas estavam "em boas mãos".

Um galo de Barcelos do alto do seu poleiro canta, "Paz, pão, povo e liberdade" nos caminhos da verdade. Os descontentes, braço direito estendido e os dedos em V de vitória desafiavam os "ventos de leste". E a malta obedecia. O galinho morto, a turba tremeu. Emerge um militar de Abril, impoluto e austero. Funda um partido, o qual se partiu. O “tio fixe” voltou, com ares e prosa ganhou a cadeira do poder, a Fundação reforça-o.

O povo “encavacado” corteja uma “madrinha rica”. Tempos de barriga farta, abastança. O euro, inaugurações. Todo o mundo bota palavra e opina. Bem falantes, papagaios, pavões e oportunistas na “maior”. A produtividade, as despesas, quem vier que as pague. Chovem as dívidas. Batem à porta da “madrinha”. Uma rica oferenda, um puxão de orelhas e um garrote com o patrocínio do FMI e Troika. “Tro(i)karam-nos” as voltas, apertos, austeridade. A malta "gemendo e chorando", confusa, ergue os braços, dobrando-os pelos cotovelos, à moda de Bordalo Pinheiro – O busto, que já há 100 anos o profetizara. O Homem foi um génio.

Avança a “banda”. Nesta “trapalhança”, quem irá tocá-la? O “povo é sereno”.

Atordoado, despertei. Um turbilhão de ideias. Não sei se dormi, se sonhei acordado. No écran da Tv, a Bandeira Nacional flutuava altiva. Num pódio, um jovem português firme cantava a plenos pulmões a Portuguesa.

Afinal, a chama da Pátria mantém-se acesa e viva. Dei comigo a chorar!

P.S. – E Deus nos acuda se, um dia, de braço estendido e mão em concha, tivermos de abordar, suplicando, um estranho que passa!