sábado, 28 de março de 2009
domingo, 22 de março de 2009
In Memoriam --- 01- O Palhaço

Arquivo de memórias
Quando decidi criar este blogue, foi com a intenção de fazer dele um arquivo de memórias.
E isto, por duas razões. A primeira, para que se não perdessem, com o passar do tempo, alguns factos, pequenas histórias, anedotas, aventuras, mais ou menos picarescas, acontecidas nos dois anos da nossa comissão. Todos temos, não tenho dúvidas, recordações que gostávamos de contar e, nessa certeza, fundamentei a minha decisão. Continuo a acreditar na colaboração de todos. E não interessa se muita, se pouca. Toda a que vier será bem acolhida.
A segunda razão foi pretender dar pública conta e, ao mesmo tempo, deixar para a posteridade, nomes e fotografias que, porventura, possam, um dia, permitir que outros venham a conhecer-nos melhor e a saber como foi a nossa juventude, descobrindo, acerca de alguém, quiçá familiar longínquo, dentre estes posts e comentários, algo de que nunca tiveram conhecimento.
Pensei iniciar, hoje, uma galeria dedicada aos Camaradas que já faleceram. Não só aqueles que tombaram em terras de Angola, mas também todos quantos nos deixaram já depois do nosso regresso. Alguns, mesmo, que estiveram presentes nas nossas confraternizações e que, com a maior das tristezas, nunca mais reencontraremos.
Sem preocupações sequenciais, procurarei fazer um registo tão exaustivo quanto possível. Como é evidente – pelo menos para mim – começarei pelo “Palhaço”.
segunda-feira, 9 de março de 2009
O dia seguinte...
Anteontem, dia 7 de Março, num restaurante das Caldas da Rainha dedicado a este tipo de eventos, reuniram-se, se as contas estão bem feitas, 109 antigos combatentes do Batalhão de Artilharia 741, que serviu em Angola entre 1965 e 1967.
Desdobrando por companhias, 28 pertenceram à Cart 738, 42, à Cart 739, 17, à Cart 740 e 20 à CCS. Dois ex-combatentes do PCaç 967 confraternizaram connosco. Se contarmos, também, os familiares que os acompanharam, estiveram presentes 231 adultos e algumas crianças.
A confraternização é, por natureza, um acontecimento alegre, vivo, divertido… É certo que há, inevitavelmente, algumas lágrimas provocadas por reencontros há muito esperados e, só agora, concretizados. E outras que resultam da lembrança dos que já partiram, de quem, raramente, se fala, mas cuja presença se sente quase “fisicamente”.
Regozijou-nos o aparecimento de algumas caras novas – ao fim de tantos anos… - e entristeceram-nos as ausências. Gostaria de referi-las todas, mas receio que a memória me traia. Exceptuo quatro nomes – que lá mesmo foram já referidos - o do nosso Comandante, Cel. José Francisco Soares, cuja amizade pelo subscritor – que muito me honra - o levou a fazer sucessivos telefonemas para o restaurante até, finalmente, me conseguir contactar, o Cel. Amaro e o Cel. Anselmo, da 740, e o Pe. Luis, nosso Capelão, que prometeu “post” adequado, a colocar neste blogue.
Dos referidos e de vários camaradas mais, recebemos o pedido expresso de que entregássemos o abraço que estavam impossibilitados de dar pessoalmente.
Dos presentes, referir alguém em especial seria uma descortesia para com os restantes. É essencialmente pelo prazer de a todos encontrar e com todos conviver, que realizamos este trabalho, alheios a canseiras, a despesas e, até, por vezes, a alguma injustiça na apreciação daquilo que fazemos. São naturais e, até, pertinentes algumas queixas mas, no fim, as muitas palavras de gratidão são compensação mais do que suficiente para todo o esforço desenvolvido.
Apenas duas referências que não podemos deixar de fazer: a presença do Cel. Morna, que, propositadamente, se deslocou da Madeira e um agradecimento especial ao Cel. Ruby Marques e à sua corajosa Esposa que viajaram mesmo doentes, para não faltarem.
sexta-feira, 6 de março de 2009
Dia de Confraternização
À hora a que escrevo, provavelmente já mais nenhum camarada contactará para marcar presença na confraternização de amanhã. Se alguém, todavia, o fizer, será, na mesma, bem-vindo, evidentemente.
Há, neste momento, 225 inscrições, havendo-se verificado, por razões de doença, 5 desistências.
A organização espera que o serviço seja a contento de todos. Serão preparados 250 lugares, salvaguardando-se a possibilidade de, à última da hora, poder aparecer mais alguém. Foi pedido que as mesas sejam agrupadas por Companhias, para facilitar o convívio.
Que todos passem um excelente dia, são os votos da organização.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
A Visita de SEXA e os golos do Eusébio
Encontrando-se de visita a Angola, o Subsecretário de Estado do Fomento Ultramarino incluiu no seu périplo uma viagem ao Quanza-Sul, tendo-se deslocado, em 23 de Julho de 1966, à Gabela, Boa Entrada e Novo Redondo, acompanhado pelo Governador Geral de Angola, bem como pelo pelo Governador daquela Província, entre outras entidades.
Coube-me a tarefa de proceder à segurança da comitiva enquanto estivesse na zona de intervenção da CART 738, e lá fui com a minha secção, reforçada, em cumprimento da missão.
Tudo corria normalmente, até que, na visita às instalações de descasque de café da CADA (para quem não saiba era, à época, uma das maiores companhias agrícolas do Mundo), na Boa Entrada, aconteceu o imprevisto.
Naquela data, e na mesma hora em que se realizava a visita, disputava-se em Inglaterra o jogo Portugal-Coreia do Norte, a contar para os quartos-de-final do Campeonato do Mundo, que estava a correr mal para as nossas cores. Decorridos 25 minutos, Portugal perdia por 3-0.
Achei que nada de mal aconteceria às ilustres figuras lá dentro e, depois de dar uma olhadela, saí, ficando à porta na companhia de um grupo que, rodeando o portador de um rádio, ouvia ansiosamente o relato. Eis senão quando, Eusébio “abre o livro” e, dando início a uma exibição de luxo, marca o primeiro dos seus 4 golos que, com mais um de José Augusto, acabariam por inverter o resultado. Como estarão recordados, ganhámos por 5-3.
Mas o insólito aconteceu quando Eusébio marcou o terceiro golo de Portugal. Cá fora, começámos a ouvir uma enorme gritaria dentro das instalações.
Interroguei-me sobre o que estaria acontecendo e entrei rapidamente para identificar a razão de tanto alarido. O que tinha acontecido é que a solenidade que até aí tinha presidido à visita, tinha desaparecido. Toda aquela gente, que minutos antes estava sisuda e cheia de cerimónias, pulava e gritava, trocando abraços.
Tudo isto, porque lá dentro alguém tinha ligado um pequeno transístor, e embora o som estivesse baixo, foi tal o seu entusiasmo com o golo do empate, que não resistiu a gritar “golo de Portugal!”.
E aí acabou a visita à Boa Entrada. Todas aquelas ilustres personalidades ficaram ali, parados, a ouvir o resto do relato, até terminar o desafio.
"Entregue" a comitiva no limite da zona, aos militares de Novo Redondo, voltei para a Gabela, onde , entretanto, se tinha formado um extenso cortejo automóvel, com buzinadelas, cânticos, enfim, uma festa. Mandando às urtigas o RDM, incorporámos a viatura militar no cortejo e lá andámos, para trás e para a frente, o que me valeria uma forte repreensão, que incluiu a ameaça do “auto das passas” (*) por parte do comandante da Companhia, mas que, confesso, pouca mossa me fez face à excitação dos acontecimentos daquele dia.
Aliás, a noite acabaria em festa, na casa do civil Zeca Reais (bom amigo, já falecido), onde eu e outros camaradas, o ajudámos a ver-se livre de alguns saborosos petiscos, acompanhados de uma garrafa de um excelente “chá” da Escócia.
(*) O “auto das passas” tem a ver com uma estória de Lucunga, que talvez ainda conte aqui, noutra ocasião.
Carlos Ribeiro da Fonseca
CART 738
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
JORNAL DO BART
Comemoramos, este ano, o 42º. aniversário do nosso regresso, realizando, pela 23ª. vez, um almoço-convívio.
Ao longo dos anos e por mais do que uma vez, procurámos alguém que nos quisesse susbtituir na organização dos convívios.
Não houve voluntários. Todos nos diziam que assim estava excelente e que continuássemos. Acabámos por nos habituar e, em boa verdade, custar-nos-ia, hoje, passar sem todo este trabalho, sem toda esta azáfama. Prometemos a nós mesmos realizar sempre esta tarefa enquanto tivéssemos saúde para tal.
Felizmente e àparte pequenos problemas, não temos tido grandes razões de queixa. E, por isso, aqui estamos de novo, mais uma vez e com a vontade de sempre, a realizar mais um convívio.
A organização regressa, este ano, às Caldas das Rainha.
Decorria, ainda, o mês de Dezembro e recebemos uma carta, através da qual tomámos conhecimento de que o sr. Horácio, que foi o dono de “O Aviário”, havia criado este “
Tivemos, mais tarde, vários contactos de camaradas nossos com indicações de espaços agradáveis (por curiosidade, referimos o Restaurante da Ponte d’Asseca, que reabriu, remodelado), mas, em virtude do nosso anterior compromisso, não pudemos aceitar as sugestões.
As indicações ficam registadas. Em anos futuros, tendo sempre em conta a nossa preocupação de diversificação, não deixaremos de considerar convenientemente todas as sugestões comunicadas.
Extracto do JORNAL DO BART
domingo, 8 de fevereiro de 2009
CONFRATERNIZAÇÃO 2009
Caro amigo:
No próximo dia 7 de Março (Sábado), pelas 13 horas, realizar-se-á, como vem sendo habitual todos os anos, mais um almoço-convívio, desta vez o 23º., em comemoração do 42º. aniversário do regresso do BATALHÃO 741.
RESTAURANTE "SALÃO MILÉNIO"
(Anexo ao Caldas Internacional Hotel)
Rua Dr. Artur Figueirôa, 45 – Caldas da Rainha
NÚMERO DE PRESENÇAS
UM SIMPLES TELEFONEMA, LOGO QUE POSSÍVEL, É QUANTO É PRECISO
O PAGAMENTO SERÁ FEITO NO LOCAL
RUA DIOGO CÃO, 1115
4200-262 PORTO
Telef 225023252 (após as 20 horas) -Telem 964732691 - correio-e: jmsilvapereira@sapo.pt







