Teve, por Unidade mobilizadora, o Regimento de Artilharia Ligeira 1, de Lisboa. Constituído por três Companhias operacionais e uma de comando e serviços - C.ART 738, C.ART 739, C.ART 740 e CCS - desembarcou em Luanda no dia 18 de Janeiro de 1965. Regressou à Metrópole em 1967, aportando ao cais da Rocha do Conde de Óbidos a 9 de Março.

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domingo, 24 de fevereiro de 2019

In Memoriam --- 19 - SEBASTIÃO JOSÉ TERRA FAGUNDES

No decurso da organização da Confraternização do corrente ano, fomos confrontados com a triste notícia do falecimento, no passado dia 22 de Novembro de 2018, do nosso Camarada Sebastião Fagundes.

O infausto acontecimento foi-nos comunicado pela Viúva, no seguimento da carta-convite da confraternização que, oportunamente, havíamos remetido. O autor do blogue  deu imediato conhecimento do triste facto a alguns camaradas mais íntimos, nomeadamente aos camaradas da CART 738 à qual o Fagundes pertenceu.

Conheci o Sebastião Fagundes, se a memória me não trai, no Centro Militar de Educação Física e Desportos (CMEFD), anexo à Escola Prática de Infantaria, de Mafra, onde um numeroso grupo de Aspirantes Milicianos prestava provas de selecção para os cursos de Minas e Armadilhas ou de Operações Especiais. Ambos previlegiámos as provas do Curso de Minas e Armadilhas, acabando por irmos frequentá-lo em Tancos, na Escola Prática de Engenharia, seguindo-se, no fim do Curso, a apresentação no RAL 1, por alturas de Setembro de 1964 e, obviamente, a colocação em CART's diferentes.

O relacionamento, quer no RAL 1, quer. mais tarde, em Angola foi diminuto, devido à dispersão das Companhias. Verdadeiramente, só após o início das Confraternizações é que nos fomos conhecendo melhor - acabei por saber, até que, o Fagundes, tal como o subscritor, era funcionário bancário e, ao que penso, até do mesmo Banco, trabalhando ele, em Lisboa e o subscritor no Porto.

Um camarada que o conheceu muito melhor do que o autor do blogue, escreveu AQUI, uma breve nota sobre o Sebastião Fagundes, realçando o seu entusiasmo pelo seu desporto de  eleição.

Descansa em Paz, Caríssimo Fagundes!  

VETERANO    

segunda-feira, 25 de abril de 2011

CONFRATERNIZAÇÃO 2011 - Mais fotos

Quase logo a seguir à Confraternização deste ano recebemos, do Carlos Cristóvão - da CCaç 715, mas nosso habitual conviva - um conjunto de fotografias que não publicámos imediatamente por razões de saúde. Ei-las, agora, aqui, embora apenas algumas. A quem quiser ver as restantes sugerimos a visita ao sítio da CArt 738 onde o Carlos Fonseca as tem publicadas.
 Fagundes e Pereira, da CArt 738
 Lobo e Cristóvão (CCaç 715) e Ferreira da Silva e Ramiro
 Fonseca (Cart 738) e Cristóvão (CCaç 715)
 Lobo, Fonseca e Fagundes (todos da CArt 738)
 Aniceto, Ferreira da Silva, Cristóvão (CCaç715) e Ramiro (todos da CArt 738)

sábado, 9 de abril de 2011

A "Terapeuta" - Uma Nova Visão Sobre a Controvérsia

Grupo de Oficiais da CArt 738 e da CArt 739 presentes no AM 2, do Tôto, na despedida dos CapArt Ruby Marques e Mira

Este postal do camarada e Amigo Carlos Fonseca suscitou controvérsia, não pelo conteúdo em si (velhos combatentes não são, propriamente, frades), mas pela discordância quanto à data em que os factos ocorreram. Alguns comentários apontam como referência a presença ou a ausência do CapArt (actualmente Coronel na reforma) Ruby Marques.

A verdade, e por mim falo, é que o relato dos acontecimentos se baseia, essencialmente, na memória que temos deles e, a quarenta e quatro anos de distância, há sempre elevada probabilidade de errarmos, sobretudo se, involuntariamente, os associarmos - a memória é muito traiçoeira - a outros acontecimentos que, aparentemente, lhes estão ligados mas que não ocorreram ao mesmo tempo.

Tenho porém a possibilidade de contribuir com alguma ajuda para a “resolução” da questão. Estou em posição de garantir o exacto dia em que o CapArt Ruby Marques deixou a CArt 738: foi no dia 23 de Novembro de 1965. Nesta data, quer o CapArt Ruby Marques, quer o CapArt Fernando Mira, embarcaram para as suas novas Unidades, no AM2, do Tôto, como documentam as fotos que acompanham este postal. Acresce que, por mera sorte, tenho em meu poder a Ordem de Serviço da CArt 739 referente ao dia anterior, dela constando a mensagem de despedida do seu Comandante.

Nestas circunstâncias, ou as “sessões de terapia” – ironia magistralmente utilizada pelo Carlos Fonseca – ocorreram numa ausência menor do CapArt Ruby Marques, eventualmente em Maio, como é referido, dando assim azo às “descomposturas” aos seus oficiais ou, então, somente após a data acima referida (mas aí não haveria reprimendas!). Acresce que o Fonseca, embora tivesse gozado férias em Novembro, escoltou, naquele mesmo mês (e não em Janeiro de 1966), mais precisamente no referido dia 23, o seu Comandante ao AM 2, do Tôto.

O Fagundes e o Fonseca, com o tempo, chegarão, com certeza, a um consenso.

VETERANO

CapArt Fernando Mira e Ruby Marques

PS – Parabéns, Carlos Fonseca! O texto está, o que se diz, uma maravilha!!

V.

terça-feira, 1 de junho de 2010

O Auto Das Passas

Em Lucunga, apesar de todos termos ocupações diárias, tinhamos, naturalmente, tempos livres, que eram ocupados de várias maneiras. Ouvia-se rádio, liam-se livros ou jornais que iam chegando, jogava-se futebol ou andebol (menos), conversava-se e, principalmente, jogava-se às cartas.

Os jogos mais populares eram a sueca e a lerpa. Porém, uma minoria jogava o king, a 1 centavo o ponto, com o pretexto de que assim tinha mais interesse.

O king, não sendo um jogo popular, era jogado apenas por meia dúzia de furriéis-milicianos (quatro de cada vez, claro), aos quais se juntava, com assiduidade, o alferes-miliciano médico, dr. Salazar Leite, já que nenhum dos outros oficiais era aficionado deste jogo. Penso mesmo que nenhum deles o sabia jogar.

Já mencionei em texto anterior como, em questões de disciplina militar, o nosso comandante de Companhia era rigoroso. Ora, ao sentar-se à mesa de jogo com os furriéis, o dr. Leite estava a infringir a norma do Regulamento de Disciplina Militar que proibia expressamente o convívio entre militares de diferentes classes.

Um dia, ao chegar para mais uma sessão de jogo, o dr. Leite informou-nos que o comandante de Companhia o tinha chamado para o repreender, ao mesmo tempo que lhe comunicava que, se persistisse naquele comportamento, lhe seria levantado um auto, em consequência do qual “apanharia uma passa”.

Tendo, de certo modo, um estatuto especial na orgânica da companhia – acho que ele próprio não se considerava bem um militar, detestando mesmo que o tratassem pelo posto, preferindo o “dr.” em vez de “alferes” – não se preocupou com a ameaça e continuou a jogar connosco até sairmos de Lucunga, sem que a ameaça se tivesse concretizado.

Porém, o episódio virou divertimento (com algum “gozo” à mistura). De cada vez que se sentava para jogar, dizia: “é desta que vou levar com o auto das passas”! Com o passar do tempo a expressão ganhou vida própria. A propósito (ou a despropósito) de qualquer coisa que parecesse sair das normas, logo algum de nós soltava o que já era um jargão, dirigido ao autor da “argolada”: “Põe-te a pau, se não ainda levas com o auto das passas”!

Da esquerda para a direita
Em pé: Soldado ???, Furriel Fonseca, Alferes Pereira, Furriel Mourão
Em baixo: Furriel Miranda Dias, Dr. Salazar Leite e Alferes Fagundes

Carlos Fonseca

CArt 738


segunda-feira, 11 de maio de 2009

O Batalhão - Álbum de Fotos - C.Art 738

«Clique nas fotos para ampliar»

Cap Art Rubi José Alfredo Mourão Marques
Alf Mil Med Pedro Manuel Monteiro Salazar Leite

Alf Mil Inf José Fernando Figueiredo Pereira
Alf Mil Inf Francisco Cabral da Silva Morgado

Alf Mil Inf Victor Manuel Melancia Casimiro
Alf Mil Inf Sebastião José Terra Fagundes