Teve, por Unidade mobilizadora, o Regimento de Artilharia Ligeira 1, de Lisboa. Constituído por três Companhias operacionais e uma de comando e serviços - C.ART 738, C.ART 739, C.ART 740 e CCS - desembarcou em Luanda no dia 18 de Janeiro de 1965. Regressou à Metrópole em 1967, aportando ao cais da Rocha do Conde de Óbidos a 9 de Março.


domingo, 20 de março de 2011

CONFRATERNIZAÇÃO 2011

O Cel Ruby Marques proferindo o seu discurso
Da esq. para a dir.: CelArt. Ruby Marques (CArt 738), ex- AlfMilSap. Relvas (CCS), o autor do blogue, CelArt. Fernando Mira - um pouco escondido - (CArt 739), CelArt. João Manuel Amaro (CArt 740) e CelInf.Ramiro Morna do Nascimento (CArt 739).
(Segue-se um camarada cujo nome não recordo, de momento) 

ORGULHAMO-NOS DE TER CUMPRIDO O NOSSO DEVER!

        Poderá não ter sido por, exactamente, estas palavras que o Cel. Rubi Marques iniciou o seu discurso no convívio comemorativo do 44º. Aniversário do regresso do BATALHÃO DE ARTILHARIA 741. Mas foi isso o que as suas palavras, se diferentes, pretenderam dizer.
        No dia 9 de Março do já longínquo ano de 1967 desembarcámos no Cais da Rocha do Conde de Óbidos, concluindo-se, naquele dia, o que tinha sido a nossa comissão de serviço na defesa do Ultramar Português. A data foi comemorada logo no ano seguinte por um pequeno grupo de camaradas de Lisboa – da CArt 739 - e, com o tempo, vários outros grupos iniciaram almoços ou jantares de confraternização – no Porto, igualmente da CArt 739 - e em Santarém, de âmbito mais alargado.
        Como, nestas coisas, contacto atrai contacto, os camaradas de Santarém acabaram por conseguir uma já relativamente extensa lista de nomes, abalançando-se na organização de um convívio a “nível nacional”. Cabe aqui referir os nomes de dois dos entusiastas iniciais: o Vardasca (infelizmente, já desaparecido) e o Bragança Mendes que mantiveram viva, por alguns anos, a chama dos reencontros.
        Um pouco mais tarde um outro camarada – o Armando Sobreiro – “agarrou” o assunto e manteve, por algum tempo também, a realização do evento. Até que um dia tocou em sorte ao subscritor assumir a responsabilidade da organização do convívio anual. Assumiu e…continua a assumi-la, se não com as forças do princípio, pelo menos com o mesmo entusiasmo e idêntica satisfação.
        Regressámos, este ano, ao Salão Milénio, nas Caldas da Rainha, agora com gerência diferente da que nos recebera em 2009. Como em todos os convívios anteriores, coisas houve que correram bem e outras que correram…menos bem! Muitas delas escapam ao nosso controlo, e, por muito que queiramos, torna-se impossível corrigir localmente pequenos detalhes, menos conseguidos. Procuramos aprender com os erros e, de ano para ano, tentamos corrigir o que, no ano anterior, esteve mal.
     Entendemos que a satisfação maior é o convívio entre velhos camaradas. Convívio que se traduz na possibilidade de uma conversa recordando os bons e os maus momentos passados juntos, . Porque somente quem esteve, é efectivamente capaz de compreender os laços de amizade e de camaradagem que nos ligam hoje e nos ligarão até ao fim da nossa vida. Laços forjados no perigo do dia a dia vivido.
     Como sempre, comoventes são os momentos de silêncio à memória dos nossos mortos. Os que morreram mas também todos aqueles que, ao longos de estes anos, foram falecendo, alguns bem recentemente, como o Cel José Soares, nosso Comandante, o Babo da CArt 738, o “Setúbal” da CArt 739, o Fernandes e o Pereira da CArt 740…
     Quarenta e quatro anos volvidos ORGULHAMO-NOS DE TER CUMPRIDO O NOSSO DEVER!   
CART 738
CART 739
CART 740
CCS
PS Quero agradecer ao Carlos Cristóvão - do BCaç 715, mas que confraterniza connosco -  a oferta de umas quantas fotografias que, ele próprio, tirou. Passarão a fazer parte do Álbum do BART 741. Dar-lhes-ei publicidade no próximo postal; 
PPS Entretanto, outro grupo de fotografias pertença do Carlos Fonseca, da CArt 738, poderão ser apreciadas NO BLOGUE DAQUELA CART. 

quarta-feira, 16 de março de 2011

Soldado Manuel Sousa Pinto! PRESENTE

Faz hoje 46 anos que faleceu, algures no Norte de Angola, o Soldado Atirador de Infantaria 

Manuel Sousa Pinto

 que fazia parte do 4º. Grupo de Combate da CArt 739.

"Em verdade, só morremos verdadeiramente quando já ninguém nos recorda"

"In Memoriam"
Uma velha canção militar alemã "Ich hatt' einen Kameraden" (Eu tinha um camarada...)

quarta-feira, 9 de março de 2011

O Nosso Regresso - 44º. Aniversário


Faz precisamente hoje, dia 9 de Março, 44 anos que aportámos, vindos de Angola, ao Cais da Rocha do Conde de Óbidos.
Depois do desfile, na marginal, fomos transportados para o Regimento de Artilharia Ligeira nº. 1, na Encarnação, onde, após o almoço, e formados em parada, respondemos PRESENTE à chamada dos nossos mortos, cuja lembrança mantemos viva, não só aqui, neste blogue, em postais que vamos colocando anualmente nas datas respectivas, mas também nos momentos de silencio que nos habituámos a guardar nos convívios que, também anualmente, vamos realizando.
Será já no próximo Sábado (12 de Março) que comemoraremos o 44º. Aniversário do nosso regresso, concretizando o nosso 25º. Almoço de Confraternização. É um reencontro onde as recordações dos maus momentos por que passámos se intercalam com as dos bons que foram, talvez, mais ainda. Reencontro, também e sobretudo, de amigos cuja amizade se cimentou em dias de perigo, unindo-nos em laços de força tal, apenas compreensíveis por quem os viveu com intensidade idêntica.
VETERANO

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Soldado João Grilo Moreira! PRESENTE

Faz hoje 46 anos que faleceu em combate, algures no Norte de Angola, o Soldado Atirador de Infantaria 

João Grilo Moreira

 que fazia parte do 1º. Grupo de Combate da CArt 739.

"Em verdade, só morremos verdadeiramente quando já ninguém nos recorda"

"In Memoriam"
Uma velha canção militar alemã "Ich hatt' einen Kameraden" (Eu tinha um camarada...)

domingo, 13 de fevereiro de 2011

CONFRATERNIZAÇÃO 2011

 BART 741
ALMOÇO-CONVÍVIO
No próximo dia 12 de Março (Sábado), pelas 13 horas, realizar-se-á, como vem sendo habitual todos os anos, mais um almoço-convívio, desta vez o 25º., em comemoração do 44º. aniversário do regresso do BATALHÃO DE ARTILHARIA 741.
LOCAL :
RESTAURANTE "SALÃO MILÉNIO"
(Anexo ao Caldas Internacional Hotel)
Rua Dr. Artur Figueirôa Rêgo, 45 – Caldas da Rainha

domingo, 16 de janeiro de 2011

Mussende Revisitado - Parte 4 - A Actualidade

No seguimento dos postais, relacionados com o Mussende, AQUI, AQUI e AQUI publicados, recebi, remetido pelo Sr. Alves Marcelino, um conjunto de fotos recentes daquela localidade. Vi-as várias vezes, numa tentativa, parcialmente vã, de recordar lugares. Decidi-me, hoje, a publicá-las, comentando-as de modo breve.
O Sr. Alves Marcelino, a quem endereço os meus sinceros agradecimentos pela oferta, é natural do Mussende, onde nasceu em 1975, isto é, nove anos depois do 4º. Pelotão da CArt739 ter deixado aquela localidade.

Mussende - Largo - 1966
(Vista da Estrada para Malange)

Mussende - Largo - 2010
(Vista da Estrada para Malange)
Mussende - Quartel - 1966
(Vista do Café do Leitão)
Mussende - Local onde existiu o Quartel - 2010
(É o espaço verde, do lado esquerdo)
Mussende - 2010
Antigo Quartel Angolano e Escola
(Não me recordo destas construções. Pela localização, perece-me ser o antigo Posto Administrativo, junto ao qual havia um pequeno espaço desportivo, muito frequentado pela tropa)
Exterior do Café do Leitão - 1966
FurMilInf Ventura e 2º. SargArt Santa
(À porta, vê-se, ainda, a Mulher do proprietário. Ao fundo, sentados, o SoldAtInf Martins e o SoldEnf Júlio)
Mussende - 2010
Local onde existiu o Café do Leitão
(A casa que se vê foi-me indicada como tendo sido esse café. Penso que não corresponde à realidade. Se bem me recordo - e a foto anterior parece confirmar - o café ficava, precisamente, no ângulo das estradas, isto é, à frente da casa indicada. Esta casa poderá ter sido a casa comercial onde o Leitão trocava mercadorias metropolitanas, por produtos indígenas, e é, actualmente, a sede local do MPLA)

domingo, 9 de janeiro de 2011

Companhia de Artilharia 738

Hoje, dia em que o BArt 741 comemora o 46º. aniversário do seu embarque para Angola, o camarada Carlos Fonseca inaugurou o seu blogue - http://spm8146.blogspot.com/ - especialmente dedicado à Companhia de Artilharia 738.
Aqui deixamos ficar os nossos sinceros parabéns pela iniciativa e ficamos a aguardar aquelas pequenas histórias que o C.Fonseca tão bem sabe contar.

VETERANO

sábado, 8 de janeiro de 2011

A Leste Algo de Novo...Parte 4

D. MARIA ESTEFÂNIA ANACORETA - "In Memoriam"

A 8 de Janeiro de 2008 faleceu D. Maria Estefânia Anacoreta, pouco tempo após ter protagonizado um documentário que a RTP transmitiu sob o nome de “A Voz da Saudade”.

Não tive oportunidade de ver esse documentário, mas tenho razões para deixar transcrita a sua sinopse, que obtive AQUI, exactamente hoje, o dia do terceiro aniversário do seu falecimento.

Quem foi Maria Estefânia Anacoreta?

«Uma mulher portuguesa que levou mensagens das famílias dos militares para uma frente de guerra»

«Há mais de 40 anos, em plena guerra colonial, uma mulher de Santarém percorreu durante sete meses quase 20 mil quilómetros pelo mato e a floresta de Angola. Foi dar a ouvir, a mais de mil soldados do seu distrito, mensagens gravadas pelos familiares. O seu nome era Maria Estefânia Anacoreta. Esta é a sua história.

Tinha então 47 anos. Com um gravador de som, percorreu o distrito a pedir aos familiares de soldados a combater em Angola (mães, esposas, filhos, namoradas e até madrinhas de guerra) que gravassem mensagens para ela própria reproduzir à frente dos militares. Assim fez, numa épica viagem pelo interior de Angola que durou seis meses, por avionete e por estradas e picadas. O documentário evoca as emoções que este anjo da guarda despertou junto desses soldados, ao aparecer-lhes de surpresa nos aquartelamentos, matando-lhes as saudades e transmitindo-lhes um sentimento de ânimo e de esperança.

Regressada a Portugal, tentou fazer o mesmo para quem combatia na Guiné, voltando a calcorrear o seu distrito a recolher novas mensagens, mas o estado da guerra naquela colónia impediu-a de partir, e os homens de Santarém aí estacionados nunca ouviram as gravações dos seus familiares.
A protagonista desta história, que conservava consigo o mesmo gravador portátil utilizado na época, assim como as mensagens que recolheu para os soldados na Guiné, participou na produção do documentário, nomeadamente indo procurar, ao fim de quase quatro décadas, alguns desses antigos militares e pondo-os a ouvir pela primeira vez o som dos pais já falecidos ou dos filhos então acabados de nascer.

Maria Estefânia Anacoreta faleceu em 8 de Janeiro de 2008, aos 89 anos de idade, poucas semanas depois da finalização deste documentário.»

Tive a honra de conhecer D. Maria Estefânia Anacoreta.

Em 1966, fui, em dia de que me não recordo com exactidão, chamado ao Quartel-General da Zona de Intervenção Leste, na cidade do Luso. Ali viera, comandando a escolta à equipa de reabastecimentos que, periodicamente, lá se deslocava.

Chegado ao Quartel-General da Zona, fui apresentado a uma Senhora que me disseram pertencer ao Movimento Nacional Feminino de Santarém, e que, naquele momento, fazia uma coisa única e verdadeiramente extraordinária: visitava os soldados do seu Distrito levando-lhes palavras de saudade das respectivas Famílias. Recebi ordem de a transportar ao quartel do Lucusse onde pernoitaria e contactaria os militares que procurava, caso os houvesse, seguindo, posteriormente, para outra Unidade. Chamava-se, a Senhora, Maria Estefânia Anacoreta.

Preocupado com a situação invulgar, ordenei a alguns soldados que tratassem de colocar alguns sacos de terra sob o assento da Mercedes - a viatura mais resistente que tinha na coluna – bem como alguns mais à sua volta, do que resultou uma espécie de casulo, onde a D. Maria Estefânia, com grande incómodo com certeza, viajou.

Regressámos ao Lucusse sem quaisquer incidentes. A presença da Senhora foi uma surpresa geral na minha Unidade. Convidada para a “messe de oficiais” (uma simples mesa no “JC” do Comando), mandámos confeccionar um jantar apressado, que se prolongou pela noite dentro, transformado em conversa interessantíssima sobre as muitas e variadas aventuras da Senhora, nas suas andanças por Angola.

No dia seguinte, seguiu para a Unidade mais próxima, escoltada por um outro Grupo de Combate.

Uns meses depois, tive, juntamente com um outro Alferes da minha Companhia, o gosto de a rever. No restaurante de um hotel de Nova Lisboa, onde almoçávamos com um casal conhecido, reparámos numa Senhora que, sozinha, acabara de se sentar numa mesa próxima. Reconhecêmo-la imediatamente e, após solicitarmos licença ao casal presente, convidámo-la para que se sentasse connosco. D. Maria Estefânia deu-nos essa honra, e retribuiu-nos o convite com mais algumas peripécias da sua “comissão”.

Após o meu regresso vi-a, uma ocasião, entrevistada na RTP, salvo erro por Fialho Gouveia. Acabara de regressar e não regateara dar a conhecer toda a sorte de aventuras por que passara.

Nunca mais soube dela, até à notícia da sua morte, que me fez reviver todos estes episódios.

VETERANO

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Viagem a Carmona - Parte 3

O resto da viagem a Carmona não teve história. Pelo menos não me recordo de qualquer incidente ou peripécia eventualmente acontecida na parte final do percurso.

Lá chegados, fiz seguir o pessoal para o local onde os nossos carpinteiros trabalhavam, com a indicação de prepararem o regresso, carregando o material acabado e demais pertences. Pela minha parte fui apresentar-me ao Comando dando conta da minha missão e solicitar a indicação de um local onde pernoitar, visto não ser possível ter tudo pronto ainda naquele dia.

Foi-nos atribuído alojamento numa espécie de loja, de chão cimentado, de um qualquer edifício ocupado pelo Exército. Não estranhámos as condições, visto estarmos habituados a dormir no chão (1) e como vínhamos providos de rações de combate, tomámos uma rápida refeição e saímos para conhecer a cidade, dispersando-nos, enquanto a noite caía rapidamente.

Por muito que me pese, não tenho qualquer lembrança de Carmona. A impressão com que fiquei, e que, ainda hoje permanece, é a de uma cidade de nítidas características coloniais, sobretudo no que respeita às suas edificações. Pude, porém, aperceber-me do grande surto de desenvolvimento, à época, resultante, creio eu, da economia em período de guerra. Talvez por não ter levado comigo a máquina fotográfica, não possuo quaisquer fotografias de Carmona.

Deixo ficar aqui um vídeo, retirado do “youTube”, que já visionei várias vezes sem encontrar o que quer que fosse que despertasse a minha memória.



Deambulando pela cidade, eu e os dois ou três camaradas que me acompanhavam, acabámos por ir parar a um pequeno bar, onde, para surpresa e satisfação nossa, encontrámos uma das visitantes regulares do Tôto. Era uma das mais gentis, mas, permita-me quem me lê que me não demore na descrição das horas subsequentes. A sua alegria foi tal que insistiu em viajar connosco, no dia seguinte, de regresso ao Tôto. Assim sucedeu, disfarçada com um camuflado que alguém lhe arranjou. Os seus pertences vieram misturados com o diverso material carregado e a passagem pelo Vale do Loge – nova apresentação ao Comando – foi feita com o devido cuidado de se deixar longe das vistas o jeep em que viajava. Logo depois chegámos ao Tôto, mas o jeep só parou junto ao habitual alojamento, na fazenda do Sr. Cid Adão.

VETERANO

(1) Penso que dormi, durante a minha comissão, muitas mais vezes no chão do que, propriamente, numa cama. Uma ocasião, no Leste de Angola, em plena cidade do Luso onde nos encontrávamos em operações à ordem do Comando da ZIL (cujo estado-maior era, à época, chefiado pelo TenCel Craveiro Lopes, filho do ex-Presidente da República) foi-nos autorizado pernoitar no Grande Hotel. Pura e simplesmente não consegui adormecer naquele colchão, demasiado mole. Deitei-me no chão, ao lado da cama, onde dormi profundamente até à manhã seguinte.

V.

domingo, 26 de dezembro de 2010

CArt 3451 - Votos do Camarada Luis Cabral

COM VOTOS DE
E UM 2011 CHEIO DE SAÚDE.

AQUELE ABRAÇO DO LUÍS CABRAL - http://cart3451lucunga.blogspot.com/


Caro camarada Luis Cabral:
Em nome do pessoal do BArt 741 agradeço e retribuo os seus bons votos.

VETERANO