

POUCOS QUANTO FORTES
Teve, por Unidade mobilizadora, o Regimento de Artilharia Ligeira 1, de Lisboa. Constituído por três Companhias operacionais e uma de comando e serviços - C.ART



No meio da "chana", já pela manhã, começa a levantar-se o acampamento onde se passara a noite. Note-se a colocação das viaturas, em circulo e voltadas para fora, de modo a acenderem-se os faróis, em caso de ataque noturno
As características da guerra no Leste de Angola eram, pelo menos no meu tempo, substancialmente diferentes daquelas que se verificavam no Norte onde, durante cerca de um ano, a CArt 739 havia actuado e adquirido experiência.
O inimigo, por norma, não actuava contra os civis, embora esse receio subsistisse. Recordo-me de alguns patrulhamentos na área do Luso onde contactámos diversas povoações que encontrámos organizadas em auto-defesa, mas não tivemos notícia de incidentes. Apenas um caso, de alguma repercussão mediática, que foi o ataque a Teixeira de Sousa, pelo Natal de 1966, estava a CArt 739 já a iniciar a sua deslocação para Benguela, onde aguardaria o regresso à Metrópole.

Aqui, o autor do blogue dobra o seu colchão pneumático, preparando-se para partir. Reconhece-se, sentado no Unimog junto à "Breda" o SoldApMet Dias, o "Palhaço Grande"
A nossa deslocação para o Leste e aí colocados como tropa à disposição do comando da Zona (tropa de intervenção) deveu-se, segundo se constou na altura (escrevo de memória e não fiz pesquisa) à deslocação de uma unidade da guerrilha do MPLA na tentativa de evitar a hegemonia da UNITA, a única força em operações até à altura.
A população nativa convivia com as deslocações da tropa, não manifestava hostilidade, o que não era significativo sobretudo relativamente a eventual apoio que pudesse prestar ao inimigo. A actuação da tropa tinha, muitas vezes por base, informações fornecidas pela PIDE que exercia grande actividade na Zona.

Um Jeep no meio da "chana". Note-se a planura do terreno e a sua enorme extensão
Outra característica diferente era o terreno. Alternando com áreas de floresta de pequeno porte, viam-se grandes extensões de savana (chanas), muitas vezes impraticáveis devido ao encharcamento, onde manadas de elefantes se banhavam tranquilamente.
Dadas as enormes extensões das áreas de intervenção, enquanto que, no Norte, predominavam as operações apeadas, aqui eram frequentes as deslocações motorizadas que demoravam por vezes alguns dias até se atingir a zona de actuação propriamente dita, a partir da qual se irradiava em pequenas operações de “policiamento” nem sempre pacíficas.
Num aspecto estávamos melhores do que no Norte, já que recebêramos equipamento motorizado novo – Mercedes que substituíram as velhinhas GMC, Unimogs a gasolina e Jeeps novos em folha - para além de metralhadoras MG42. Desistiu-se da estrutura do Grupo de Combate adoptada no Norte e optimizara-se, tanto quanto possível a estrutura tradicional dos pelotões.







Tomei conhecimento da morte do Pontes no dia 28 de Novembro de 2007. Falecera no dia anterior e o Catuna, camarada comum que, com ele, pertencera à equipa de Sargentos do 2º. GC, contactou-me telefonicamente. Sucedeu que me deslocara à Guarda, tentando resolver um importante assunto de um familiar próximo, sendo materialmente impossível deslocar-me até Azaruja a tempo de assistir ao funeral. Como lamentei não ter podido estar presente na última homenagem que os amigos do Pontes lhe prestaram!
Como atrás escrevi, o Pontes fazia parte do grupo de Sargentos do 2º. GC, grupo esse constituído logo no RAL 1 e sempre mantido uno e indivisível (salvo num pequeno período de tempo, lá para o fim da Comissão, em que o Catuna veio substituir, ao meu GC, o 2º. Sargento Santa), graças a um fortíssimo sentido de camaradagem, único na CArt.. Não sei se por todos eles estarem, de algum modo, ligados ao Sul de Portugal (o Pontes e o Cortes, oriundos do Alentejo, o Catuna é algarvio e o Palaio, embora nascido na Figueira da Foz viveu quase sempre no Seixal).
E é, precisamente, ao Eduardo Palaio que dou a palavra nesta pequena homenagem póstuma.
"Chegámos ao pátio, eu, o Catuna e o Cortes – o comando do 1º. Pelotão da cart 739 – conhecido, por nós, por Que Es Adof – puro latim."
"Só faltava o Pontes que, dolorosamente, era a razão da nossa presença."
"Estava tudo cheio de gente, dentro e fora de casa. Quem conheceu o Pontes sabe que amigos, dos verdadeiros, companheiros fieis, é coisa que lhe não deve ter faltado na vida, no trabalho, na terra. Estava lá tudo, as ruas começavam a ficar desertas: amigos de infância, de escolaridade, de trabalho, familiares…Os que o tratavam por Eduardo, os que o cumprimentavam por sr. engenheiro."
"Porque carga d’água sentimos, eu o Catuna e o Cortes que éramos nós, de entre a multidão enlutada, os “grandes amigos”?
Porque “caraças” achamos que, só nós, o conhecíamos!? Não aquele que foi parceiro de carteira da 1ª. à 4ª. classe, não o que nasceu no mesmo ano na Azaruja, não o que, com ele, partilhou as festas, os namoros, as farras, o canivete que cortou o chouriço e o queijo, os dias de caça, os estudos, não o que foi “às sortes” no mesmo dia. Porquê?"
"Pois, não faz sentido. “Mas quem o conhecia éramos nós, os camaradas da tropa. Quem mais foi abalado pela notícia fomos nós. Quem mais o podia abraçar…” E assim estivemos."
"Depois que regressamos no Vera Cruz, fez quarenta e um anos, encontrei-me com o Pontes umas dez vezes e sempre a partilhá-lo com um grupo. E só o conheci tinha ele vinte e um anos. Porque é que temos a pretensão de sermos nós os grandes amigos? Não por acharmos que ele viveu desde então escondido do mundo e sem mundo anterior, não por estarmos convencidos de que só a nós foi revelada a rara qualidade humana do Pontes, no meu caso, por me ter salvo a vida, mas, simplesmente, por termos estado juntos na guerra."
"Chega dizer: esteve lá connosco e ficou para toda a vida."
"Até logo Pontes. Ninguém morre, vamos partindo. O querido Pereira foi agora, também. Amanhã vou eu encontrar-te: damos uma volta pelo rio Vamba, tiramos o suor e o medo num mergulho na lagoa do Toto, tu cantas aquela, com a tua voz de trovão, eu vigio o lume do mesongué e ficamos os dois à espera do Catuna que é bom no merengue."
"Talvez a coisa se explique se eu contar o que, nesse mesmo dia, o também Eduardo, genro do Pontes, nos disse, corpo magro, cara pálida, olheiras fundas, com voz clara e firme: “eu quero ir ao próximo almoço”."
"PS. Quem conheceu o Pontes sabe que é impossível alguém sofrer mais a sua ausência do que a mulher, a filha e o nosso amigo e tão amigo dele seu genro. Perdoem-nos, às vezes querendo ultrapassar a dor, dizemos coisas destas."
Eduardo Palaio in Jornal do Bart de 2008

No âmbito da Operação Confirmação que se estendeu, praticamente, por todo o tempo que a CArt 739 permaneceu no Norte, algumas foram as vezes que, por razões operacionais, dois Grupos de Combate actuaram em conjunto.
Por coincidência ou não, geralmente o meu GC saía com o 2º. GC, do AlfMilInf Eduardo Palaio, que, por ser mais antigo, comandava o patrulhamento, sem embargo de tomarmos, conjuntamente, as diversas decisões.
Uma delas passava, justamente, pela escolha do local das emboscadas – necessariamente nos trilhos usados pelo inimigo – procurando sempre, como é evidente, conjugar o maior número possível de factores favoráveis.
A fotografia documenta um desses momentos de ponderação, analisando-se a mata onde nos havíamos embrenhado, enquanto o pessoal aguarda ordens, aproveitando para descansar um pouco.
Não tenho especiais lembranças relacionadas com esta fotografia. Admito, pois, que, após uns dois ou três dias de espera, tenhamos desistido da operação e regressado ao quartel.
VETERANO
Há, exactamente, 45 anos, acabado de chegar, pelo meio da tarde, de mais um patrulhamento no âmbito da Operação Confirmação, assistia a um desafio de futebol entre as equipas de dois GC, quando se abeirou de mim o “Cifra”, de seu nome João Carvalho, bom e querido camarada dali dos lados de Penafiel, sempre presente em todos os nossos convívios, com um telegrama recebido por via rádio com a notícia do feliz e patriótico (14 de Agosto, dia da batalha de Aljubarrota) nascimento do meu primogénito, João.
Todo o GC se associou à minha alegria, improvisando-se, depois do jantar, um convívio na caserna das praças, que durou até às tantas e onde o excesso de álcool (ah! aquela 1920!!!) foi rei.
No dia seguinte, como era da norma, o GC entrou de serviço ao quartel. Pelas oito da manhã rendeu-se a parada e hasteou-se a bandeira, com toda aquela gente com uma ressaca de tamanho de um arranha-céus (a do “Bombeiro” durou dois ou três dias e precisou mesmo de assistência médica), incapaz de alinhar convenientemente, com fífias nas vozes de comando e, principalmente, no toque de continência que o “Clarim” nunca executou, tão mal, na sua vida!

A "Operação Confirmação", tanto quanto me lembro, teve subjacente a intenção de limpar de elementos hostis toda a área da AIL que a CArt 739 recebeu quando se instalou no quartel do Tôto. Durante um número razoável de meses foram constantes os patrulhamentos a nível de Grupo de Combate, por vezes mesmo, a nível de 2 Grupos de Combate operando em conjunto.
Foi-nos cedida uma Secção de Cães de Guerra, composta, salvo erro, por 4 ou 5 cães e respectivos tratadores. Foi com naturalidade que cada conjunto se adaptou, melhor ou pior, a um dos 4 GC. O Rex, passou a sair, habitualmente, com o meu GC (ou mesmo com os pequenos grupos em que o GC se desdobrava), havendo sido de grande utilidade, em várias ocasiões.

O autor do blogue e o SoldCond "Zé de Braga", à chegada às proximidades da lagoa aqui referida
Foi no Mussende que, pela primeira vez na minha vida, assumi a enorme responsabilidade de gerir, sob todos os aspectos – operacionais, alimentares, de saúde, de vestuário e tantos mais - o conjunto de pessoas que constituía um Pelotão. Não tinha qualquer tipo de experiência, pois não passava de um Miliciano de 23 anos que, até então, jamais se preocupara com semelhantes problemas. Estas questões, normalmente, apareciam resolvidas sem intervenção nossa, nunca tendo perguntado a mim mesmo como era que tal acontecia.
Contei, evidentemente, com a colaboração dos meus Sargentos, dentre os quais se destacava o 2º. Sargento Santa que, por ser de carreira, tinha toda uma experiência da burocracia do exército que a mim faltava. Todavia, a responsabilidade era minha, em virtude do meu posto e a idade atrás referida não era, obviamente, desculpa.
Vi-me, pois, na contingência de tentar obter localmente aquilo a que a terminologia da tropa apelidava de “recursos locais”, isto é – em teoria – deveria comprar, na povoação, aquilo que nos não era fornecido aquando das deslocações à sede da Companhia, para abastecimento. A título de exemplo refiro os frescos (hortaliças e fruta), carne e demais géneros de carácter facilmente perecível.
A carne foi, efectivamente, o mais fácil de resolver. Já no Tõto se criara uma equipa de caça que, com regular frequência, saía depois do jantar e que abastecia o quartel da carne necessária. Não era, de modo algum, uma situação autorizada, sobretudo por ser feita com a utilização de farolins que fixavam os animais para mais facilmente os abater, mas não era, também, abertamente condenada. Por um lado, devido à abundância de caça e, por outro, pela ausência de alternativa.

Carregando um antílope para o jeep, para o regresso à tenda
Dediquei-me, pois, à caça! Um civil, de que não recordo o nome, mostrou-me, um dia, uma enorme lagoa, rodeada de uma não menos enorme “chana”, onde não faltavam os mais variados antílopes – cuja carne era a mais apreciada. A carne da pacaça, animal igualmente muito abundante, tinha um certo gosto a capim, que a tornava enjoativa – onde ia beber uma manada de muitas centenas de animais (garanto que não exagero!). Era tão grande a manada que decidi, definitivamente, não utilizar o farolim, passando a caçar de dia e a pé. Quando chegávamos ao local, montávamos uma pequena tenda à frente da qual se acendia, à noite, uma fogueira para cozinhar a refeição e nos proporcionar algum aquecimento, pois as noites eram muito frias, por aquela época. Partíamos de madrugada, aproveitando, muitas vezes, o despertar dos animais, abatiam-se duas ou três peças, e um de nós regressava à tenda para trazer o jeep necessário ao transporte da caça abatida.



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Penso que foi num dia de reabastecimentos que recebemos uma das raras visitas do nosso Comandante. A lembrança que tenho é a de um dia de intenso movimento no quartel do Tôto, possivelmente em virtude das numerosas colunas provenientes das várias unidades do Subsector. Não me recordo se o dia em questão coincidia com a escala do Nord Atlas que fazia a carreira militar Luanda-Tôto-Maquela do Zombo. mas julgo que sim. Havia gente que, por razões várias, tinha de deslocar-se de, ou para, Luanda e o meio de transporte era aquele avião. Havia. também, uma carreira civil, dos TAA, mas, como custava dinheiro, era usada, pelo menos pelos militares, apenas em último recurso.
Fosse como fosse o nosso Comandante estava, nesse dia, no Tôto e, tanto quanto me recordo, de muito mau humor. Porquê, igualmente não me lembro. Fardado, como sempre, de camuflado - nunca o vi fardado de outra maneira, nem mesmo num dia em que o encontrei em plena Luanda - atravessava a parada do quartel a passos largos interpelando todos com quem se cruzava, pelos motivos mais variados.
Quanto a mim, acabara de sair da messe de oficiais (que era no primeiro andar do edifício do antigo hotel do Tôto. No rés do chão, ficavam diversos serviços, como o gabinete do comandante da CArt, a secretaria, a enfermaria, etc.), descera as escadas e dirigia-me, precisamente, para a porta de armas, atravessando a parada no sentido contrário ao do nosso Comandante. Aqui sucedeu uma daquelas situações que, verdadeiramente, se não compreendem. Tão absorto me deslocava, preocupado, eventualmente, com qualquer assunto que, penso eu, seria de importância, cruzei-me com o Comandante mas sem o ver - é mesmo isso, não o vi! - o que poderá parecer impossível, dada a curta distância entre nós. Até hoje, e já lá vão cerca de 46 anos, nunca encontrei qualquer explicação para o facto, que, aliás, uma ou outra vez, se repetiu ao longo da minha vida. Foi como que uma "branca" que tivesse apagado tudo o que me rodeava, restando apenas eu e o problema que levava comigo.
Despertei para a realidade com a severa observação do TenCel Cabrita Gil, "Então, nosso Alferes, já se não faz a continência ao seu Comandante?", a que se seguiu um raspanete, inteiramente merecido, aliás, mesmo ali, à frente de uns quantos soldados que pararam estupefactos. Envergonhado pelo desrespeito para com uma pessoa que muito me considerava - em várias ocasiões, vários camaradas mo confidenciaram - balbuciei uma atabalhoada desculpa que não conseguiu, a ele, serenar a sua zanga e a mim apagar a sensação forte de mal-estar.
Quando regressei à messe, terminada que foi a minha diligência, já o Comandante lá se encontrava. Não me inibindo com as presenças, em sentido, como bom militar que me considerava ser, renovei o pedido de desculpa.
VETERANO
PS - Sob as escadas de acesso à messe, nidificava, no tempo próprio, um número enorme de andorinhas em ninhos de lama solidificada, ninhos estes que ficavam nas paredes, de uns anos para os outros. O CapArt Fernando Mira, a determinada altura, mandou efectuar uma limpeza e caiar as paredes, mas o certo é que, quando as andorinhas regressaram, não desistiram do local e, embora os ninhos já lá não estivessem, não demoraram muito tempo a construir novos. A natureza impunha as suas leis, independentemente da vontade dos homens.
PPS - Fui contactado, por correio electrónico, pelo Sr. Gonçalo Trigo Cabrita Gil, neto do TenCel Cabrita Gil, a quem, daqui, endereço os meus cumprimentos. Foi esse contacto o "leitmotiv" deste postal. E, prometo, haverá ainda outros mais. Fotografias, é que, infelizmente, não tenho.
SP



Secção Santa
1º.CabAt Manuel Pereira "o Bigodes", SoldAt Leite, SoldAt "o Maçarico", SoldAt Almeida, SoldAt Teixeira "o Arouca" e 2º.SargArt Santa
Ainda durante a instrução no RAL 1 constatámos que a organização clássica não era lá muito adequada à guerra do Ultramar justificando-se, portanto, mudá-la.Vi-me, repentinamente, a dar instrução a um grupo de cerca de 60 soldados, pois decidira-se criar três "Pelotões" com, apenas, 25 homens cada um, encaminhando-se o restante pessoal para o já referido Pelotão de Acompanhamento, onde receberiam instrução de diversas especialidades. Incluíram-se, no grupo, todos aqueles que se presumia não seguirem para o Ultramar por qualquer razão oficialmente aceite como, por exemplo, serem amparo de mãe ou já terem irmão mobilizado.

Secção Mouga
1º. CaboAt Sequeira, SoldAt Freitas, SoldAt Horta, SoldAt Santos, "o Porto", FurMilInf Mouga e SoldMecArmLig "o Braga"
Foi, apenas, durante a IAO - em que eu não estive presente - que se constituíram os chamados Grupos de Combate, pela transformação de cada um dos tais "Pelotões" num grupo formado por três Secções, cada uma das quais comandada por um Furriel (ou Sargento) e que integravam uns quantos elementos especializados em armamento pesado (metralhadora, morteiro e lança-granadas-foguete, vulgo, bazooka) que haviam sido treinados no meu Pelotão de Acompanhamento. Não foram atribuídos os restantes especialistas (escriturário, cifra, telefonistas, telegrafistas, enfermeiros, clarins, cozinheiros, condutores e mecânicos) que formaram equipas à parte e com escalas de serviço autónomas, bem como alguns militares atiradores que foram destinados a serviços do quartel (ordenanças, equipas de água e lenha, de caça e outras. Fruto deste conjunto de trocas, o Pelotão de Acompanhamento ficou estruturado de modo exactamente igual aos restantes, passando a designar-se por 4º. Grupo de Combate.

Algures, no Norte de Angola - 1965
Terreno limpo de capim, por queimada, e zona de floresta semi-tropical, coincidente com curso de água
Reconhecem-se: SolApMort David, 1º.CaboAt Manuel Pereira, SoldAt Horta, SoldAt Almeida e 1º.CaboAt Sequeira
Em resumo, a minha Companhia, a CArt 739, enquanto aquartelada no Tôto actuava com base em 4 Grupos de Combate, cada um dos quais constituído por três Secções com seis praças e um Sargento mais um Comando, que se compunha do Alferes comandante, e de um atirador especial, num total de vinte e três militares a que acresciam, nomeados por escala, um enfermeiro e um radiotelefonista, nas operações apeadas, perfazendo vinte e cinco homens. Os restantes especialistas eram atribuídos consoante as necessidades da operação em curso.
Mais tarde, instalando-me como Pelotão Independente (Mussende e Cubal) o Grupo de Combate foi reforçado com os necessários condutores, mecânico, telegrafista, cozinheiro, clarim, e demais pessoal, especializado ou não, retomando, então, a sua estrutura clássica de que tomara conhecimento no Manual atrás referido
VETERANO
Na última confraternização realizada - em Março de 2018, ali, para os lados de Viseu - sugerimos a realização, em cada início de ano, d...